China coloca em órbita satélites para testar computação e IA no espaço
Um lançamento do foguete Zhuque-2E incluiu oito satélites de um projeto de computação orbital. A iniciativa pretende testar processamento, comunicação a laser e tecnologias de resfriamento em órbita.
A corrida por infraestrutura de inteligência artificial pode ganhar uma nova frente: a órbita terrestre. Em 14 de outubro, a China lançou dez satélites a bordo do foguete Zhuque-2E Y4, segundo a agência Xinhua. Oito deles fazem parte do segundo grupo de um projeto de computação espacial desenvolvido pela empresa ADAspace.
Lançamento do foguete Zhuque-2E Y4, em 14/10/2026. Foto: Wang Jiangbo/Xinhua. Fonte: reportagem original. Reprodução autorizada pelo responsável editorial do INBOX China.
Os equipamentos foram enviados às órbitas planejadas e incluem cargas para computação de alto desempenho, comunicação a laser entre satélites e entre satélites e o solo, além de sistemas de observação. Entre as tecnologias anunciadas para testes estão circuitos de resfriamento líquido e radiadores expansíveis.
Computação além dos centros de dados
A proposta é experimentar o processamento de dados diretamente no espaço, sem depender de enviar toda a informação bruta à Terra. A empresa também prevê testar treinamento de modelos em órbita. Há, porém, uma distância importante entre a demonstração técnica e a viabilidade de uma rede comercial capaz de operar com confiabilidade por anos.
A ADAspace descreve um plano de longo prazo para uma infraestrutura de IA composta por 2.800 satélites. Esse número expressa uma ambição empresarial, não uma constelação já construída ou financiada integralmente.
O que acompanhar
Capacidade de processamento, consumo de energia, resfriamento e custo dos lançamentos determinarão quais aplicações fazem sentido. Para empresas brasileiras de conectividade, sensoriamento remoto e economia espacial, os testes chineses abrem uma agenda concreta de observação tecnológica.
Fonte: Xinhua (新华社), 14 de outubro de 2026.
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