China eleva compulsório sobre depósitos em moeda estrangeira de 4% para 6%
Banco Popular da China anunciou em 3 de novembro que elevará a exigência de reservas sobre depósitos em moeda estrangeira a partir do dia 15. Medida atua sobre liquidez cambial, não sobre a taxa de juros de empréstimos em yuan.
O Banco Popular da China (PBOC) anunciou nesta terça-feira, 3 de novembro de 2026, uma alteração no compulsório aplicado aos depósitos em moeda estrangeira mantidos por instituições financeiras. A alíquota passará dos atuais 4% para 6%, com vigência a partir de 15 de novembro, segundo comunicado do próprio banco central reproduzido pela Xinhua.
O que significa a mudança
O recolhimento compulsório determina a parcela dos depósitos que as instituições devem manter como reserva. Ao elevar a exigência sobre depósitos em moeda estrangeira em dois pontos percentuais, o PBOC restringe a parcela desses recursos disponível para outras operações. A medida é apresentada oficialmente como instrumento para fortalecer a gestão da liquidez cambial.
É importante não confundir essa decisão com um aumento generalizado do compulsório sobre depósitos em renminbi ou com uma alteração da taxa básica de juros. O anúncio trata especificamente de depósitos em moedas estrangeiras. A dimensão efetiva da retirada de liquidez depende do volume de depósitos sujeitos à regra, informação que o comunicado não quantifica.
Por que interessa aos negócios
Empresas que importam da China, exportam para o país ou mantêm obrigações em moedas distintas acompanham a disponibilidade de dólares e outras divisas no sistema bancário chinês. A mudança pode influenciar condições de liquidez e expectativas cambiais, mas seu impacto sobre cotações, spreads e financiamento comercial precisa ser observado após a implementação, sem atribuir efeitos automáticos à decisão.
Para o setor financeiro brasileiro, o episódio ilustra o uso de instrumentos prudenciais e monetários específicos para administrar liquidez em moeda estrangeira. O texto é uma decisão oficial do regulador, não uma avaliação independente de seus resultados.
Fonte: Comunicado do PBOC publicado pela Xinhua em 03/11/2026.
Fonte: Banco Popular da China (comunicado reproduzido pela Xinhua), 03 de novembro de 2026.
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